Escrevo porque algumas histórias não pedem pressa.
Nem todas nascem para explicar o mundo.
Algumas existem apenas para atravessá-lo.
Não escrevo para oferecer respostas.
Escrevo porque algumas histórias pedem companhia.
A escrita, para mim, é permanência.
É o gesto de continuar
mesmo quando tudo parece falhar —
com silêncio,
cuidado
e atenção ao que ainda pulsa.
